quinta-feira, 30 de novembro de 2017

De São João Paulo II a Francisco, o que a Igreja ensina sobre o uso da internet?


Desde a sua divulgação massiva na década de 90, a internet tem sido objeto de debates sobre seu uso e repercussão como meio de comunicação; discussão que não é alheia à Igreja, que vê esta ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”.
Nesse sentido, levando em consideração que no dia 26 de novembro foi recordado o Beato James Alberione, padroeiro da internet, publicamos trechos dos ensinamentos da Igreja através dos três pontífices que a guiaram desde o surgimento da internet.
Novas formas de evangelização
Embora a idéia de uma rede interconectada de computadores tenha nascido com um propósito militar durante a Guerra Fria, após o desaparecimento da União Soviética e em boa parte dos regimes comunistas a rede começou a ser usada publicamente; tudo isso ocorreu durante o pontificado de São João Paulo II.
Nesse sentido, foi o Papa polonês viu esta nova ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”, como indicou em sua mensagem para o 36º Dia Mundial das Comunicações em 2002.
São João Paulo II recordou que, ao longo da história da evangelização, a Igreja “teve de ultrapassar também muitos confins culturais”, cada um dos quais exigiu renovadas energia e imaginação, como ocorreu “na época das grandes descobertas, a Renascença e a invenção da imprensa, a Revolução Industrial e o nascimento do novo mundo”.
Nesse sentido, indicou que a mesma coisa acontece com o surgimento da Internet, “um novo ‘foro’” e uma nova fronteira dos outros tempos, também esta está “cheia da ligação entre perigos e promessas”.
“Embora a Internet nunca possa substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início”, assinalou São João Paulo II.
Um apelo à geração digital
Depois de assumir a missão de Sucessor de Pedro em 2005, Bento XVI demonstrou que não está longe da nova realidade no mundo das comunicações e em 12 de dezembro de 2012, lançou a conta oficial do Twitter @pontifex, através da qual ele colocou o papado no mundo das redes sociais.
Além disso, três anos antes, em sua mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o então Pontífice assegurou que as novas tecnologias são “um dom” e incentivou os jovens, “a geração digital”, a fazer um bom uso dela a fim de promover uma cultura do encontro e anunciar o Senhor Jesus.
Também se dirigiu aos criadores de conteúdos. Indicou que “se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, aqueles que as usam devem evitar compartilhar palavras e imagens degradantes para o ser humano e, portanto, excluir o que causa ódio e intolerância, degrada a beleza e a intimidade da sexualidade humana, ou o que explora os fracos e indefesos”.
Bento XVI convidou os jovens católicos a “levar ao mundo digital o testemunho da sua fé”, especialmente aos seus coetâneos, porque “vocês conhecem os seus temores e as suas esperanças, seus entusiasmos e suas desilusões”.
Um dom de Deus
Assim, seguindo o caminho traçado pelos seus predecessores, o Papa Francisco mencionou a realidade da internet em sua mensagem do 48º Dia Mundial das Comunicações em 2014, ressaltando que a “a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”.
Um ano antes, ao receber os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, Francisco explicou que é preciso aprender a discernir “entre as oportunidades e os perigos da rede” para “conduzir os homens ao rosto luminoso do Senhor”.
Nesse sentido, assegurou que a presença da Igreja na rede é indispensável, sempre com estilo evangélico, “para despertar as perguntas incessantes do coração sobre o sentido da existência e indicar o caminho que conduz Àquele que é a resposta, a Divina Misericórdia feita homem, o Senhor Jesus”.
Por ACI Digital
Disponível em: http://noticiascatolicas.com.br/de-sao-joao-paulo-ii-a-francisco-o-que-a-igreja-ensina-sobre-o-uso-da-internet.html

Evangelho (Mt 4,18-22)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 18quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Paróquia de Aranaú Celebra a Festa de Nossa Senhora de Fátima


Participe você também da Festa de Nossa Senhora de Fátima de Aranaú, 
16 - 26 de Novembro de 2017

Tema: "Fazei tudo o que Ele vos disser!" (Jo 2,5).

"Fazer memória, celebrar e agradecer!
Amados irmãos e irmãs;
Este ano a Igreja no Brasil celebra o Ano Santo Mariano. São contados 300 anos da aparição da pequena imagem de Nossa Senhora no Rio Paraíba do Sul, fato que marcou e mudou a história da fé católica no país. Também celebramos os 100 anos das aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal, outro motivo não menos importante para nos unirmos em festa. A CNBB nos convida a fazer memória, celebrar e agradecer. Fazer memória de todos os acontecimentos relacionados a essas aparições como sinais da presença de Deus e de Sua mãe em nossa história de fé; celebrar os grandes feitos do Senhor por meio do valioso patrocínio de Sua poderosa Mãe na vida do povo e agradecer ao mesmo Deus, pois quis Ele, em sua infalível providência, permitir-nos continuar contando com a presença materna de Maria não só na encarnação do Verbo, mas ainda na história e na vida de Seu povo pelos tempos, povos e culturas. Nossa Paróquia se une à Igreja no Brasil e no mundo. Por isso, vamos refletir com o Tema: "Fazei tudo o que Ele vos disser!" (Jo 2,5). Vamos deixar que esta festa venha nos envolver com Amor de Nossa Senhora de Fátima e Aparecida e abeçoando todos os seus devotos e paroquianos de São João Batista de Aranaú.

Feliz Festa para todos!
Deus Abençõe! "  (Pe. Mailson e Conselho Pastoral Paroquial).

Ainda dá tempo de você organizar sua caravana para celebrar conosco a Festa de Nossa Có- Padroeira!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Mergulhar no Espírito Santo


O Senhor quer que mergulhemos na graça da efusão do Espírito Santo

Ser instrumento do Espírito Santo não é resultado da nossa perfeição ou da nossa santidade, isso não é possível somente com o nosso esforço, pelo contrário, nosso caminho de santificação e perfeição passa, necessariamente, pela efusão do Espírito Santo. Certamente podemos colaborar, cooperar, deixar-nos trabalhar pelo Senhor, mas é Ele quem tudo faz.
Tudo começa pela efusão do Espírito. Nossa conversão verdadeira acontece quando somos recriados no Espírito Santo. A partir daí, tomamos gosto pela oração, pela escuta da Palavra de Deus e começamos a participar verdadeiramente da missa, dos sacramentos, a trabalhar na Igreja e assim cooperamos com o Senhor.
Entretanto, não podemos  privar os outros da graça que recebemos gratuitamente. “Quem crer em mim, do seu seio, do seu interior, jorrarão rios de água viva”. E isso, meus irmãos, é o suficiente.
Você quer ou não ser transformado pelo Espírito Santo?
Não sei o grau de sua aridez, das suas dificuldades espirituais mas é certo que chegou a hora, assim como lenços mergulhados na água e colocados em nossas frontes para aliviar a brasa, o Senhor quer que mergulhemos na graça da efusão do Espírito Santo, 
Vamos dizer agora ao Senhor:
– Senhor Jesus, quero receber a efusão do Espírito Santo.  
Por: Monsenhor Jonas Abib (Fundador da Comunidade Canção Nova)
Disponível em: https://padrejonas.cancaonova.com/mensagem-do-dia/mergulhar-no-espirito-santo/

Evangelho (Lc 17,7-10)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017


Evangelho (Lc 17,1-6)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos.
3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”.
5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017


Evangelho (Jo 2,13-22)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O dom de si


    Qual o segredo de uma vocação acertada e uma vida feliz? A capacidade de doar-se. O dom de si, como resposta aos apelos de Deus, o movimento de saída em direção ao outro, a superação do narcisismo e do desejo compulsivo de autorrealização, está na base de qualquer vocação. Em nossa cultura, profundamente marcada pelo individualismo, “é preciso verificar quanto as escolhas sejam ditadas pela busca da própria autorrealização narcisista e quanto ao invés incluam a disponibilidade para viver a própria existência na lógica do dom generoso de si” (Sínodo dos Bispos, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, Documento preparatório, p. 35). Com certeza, um dos elementos que pesam na escassez de vocações sacerdotais e religiosas, bem como na dificuldade de muitos casais na vida matrimonial, é este excessivo voltar-se sobre si mesmo, que torna incapaz de ver com os olhos do outro, colocar-se no seu lugar, ir além dos seus interesses.
    Foi Jesus quem disse: “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12,24). A lógica da felicidade humana não é possuir e conquistar (postos, cargos, fama, dinheiro…), mas é um processo de saída, de descentrar-se para correr o risco de viver grandes ideais. Somente se a pessoa renunciar a pautar sua vida a partir de suas necessidades conseguirá acolher o projeto de Deus à vida familiar, ao sacerdócio, à vida consagrada e até numa profissão, em vista do bem comum. A autorrealização, querida por Deus para todos, não é algo que se busca diretamente. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado” (Mt 6,33). A generosidade na entrega é base para a felicidade.
    A Sagrada Escritura está cheia de exemplos de pessoas que, acolhendo a proposta divina, se puseram a caminho. O primeiro caso típico é Abrão. Deus lhe diz “sai” e ele se move. “Vai para a terra que eu vou te mostrar” (Gn 12,1). Ainda não a conhecia, mas parte, arrisca-se, confia. O clássico exemplo é dos dois discípulos que ouviram de Jesus “Vinde e vede” (Jo 1,39). Jesus os convida a percorrer um caminho, sem ter tudo claro. Graças a esta coragem de ir e ver, os discípulos puderam ouvir sua Palavra, acompanhar seus gestos e serem seus amigos.
    A entrega livre e generosa de si pede um percurso de discernimento. Parte de uma experiência de encantamento por Jesus Cristo, sua pessoa, seu Evangelho e seu projeto. Neste encontro, sempre renovado, são despertados os grandes ideais pelos quais vale a pena a doação total. Pedro diz a Jesus: “eu darei a minha vida por ti” (Jo 13,37). A fé é um elemento fundamental no discernimento vocacional. “A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir um grande chamado – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque seu fundamento encontra-se na fidelidade de Deus, que é mais forte do que a nossa fragilidade” (LumenFidei n. 53). O discernimento é iluminado pela Palavra de Deus. Na escuta do Espírito Santo, no diálogo com a Palavra e com as provocações da realidade deixa-se Deus falar à consciência, “onde ele está a sós com Deus, cuja voz ressoa na intimidade” (GS 16).
O dom generoso de si faz a vida ser feliz.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

Disponível em: http://noticiascatolicas.com.br/o-dom-de-si.html

Saber esperar

        
     Atualmente não sabemos esperar. O mundo da tecnologia gera a impaciência. Queremos que tudo seja “para ontem”, esquecemos que existe também o amanhã… O saber esperar é uma atitude bíblica.
     No caminho da oração, saber esperar o momento de Deus quer dizer que Ele nos visita quando menos esperamos e que a nós cabe a vigilância, como virtude de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, Ele virá nos visitar.
    Na escola dos profetas e dos místicos, aprendemos a virtude da esperança. As demoras de Deus são pedagógicas. O orante é, antes de mais nada, homem e mulher de esperança, que não se cansa de bater até que a porta se abra, nem de procurar até que encontre, nem de pedir até que obtenha o que mais deseja.
    Esperar é lançar os olhos além de todos os pequenos horizontes da vida e crer que o Senhor da história nos prova, mas não nos abandona. Ele quer que o procuremos com a intensidade da esposa que busca o seu esposo, como os olhos dos servos que esperam tudo do seu Senhor.
     O salmista anima: “Coragem! Espera no Senhor!” (Sl 26). Nesta coragem são superados os medos e as incertezas da fé. A esperança é alimentada pelo amor. Só espera quem tem fé e quem ama. A vivência das virtudes teologais se faz indispensável para quem quer se tornar um orante. Deus não se deixa manipular pelos nossos sentimentos ou exigências humanas; Ele sabe como e quando vir em nosso socorro.


Disponível em: https://www.comshalom.org/se-te-acontecer-de-perder-jesus/ 


Evangelho (Lc 14,25-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo:30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Semear o bem


Certa feita, Jesus saiu de casa, onde se encontrava, em Cafarnaum, entrou numa barca, sentou-se para contar suas parábolas. Pode-se imaginar a beleza da paisagem! Nas margens do mesmo Lago, que chamavam de Mar da Galileia, havia chamado seus primeiros discípulos. Do outro lado, pode-se ver a terra dos pagãos. Água, multidão, terra, vizinhança dos pagãos, tudo contribui para que o tema do Reino de Deus seja anunciado, abrindo os horizontes aos seus discípulos de então e os que viriam, no correr dos séculos, entre os quais estamos nós. Podemos, então, encontrar o nosso lugar no meio da multidão, para escutar uma das mais belas parábolas do Evangelho, a história do Semeador. E, se somos discípulos, podemos apostar nas explicações dadas pelo Mestre, aplicando-as à nossa vida, sem deixar cair pela estrada nenhuma de suaspalavras!
“Vós, portanto, ouvi o significado da parábola do semeador. A todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração; esse é o grão que foi semeado à beira do caminho.  O que foi semeado nas pedras é quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega tribulação ou perseguição por causa da palavra, ele desiste logo. O que foi semeado no meio dos espinhos é quem ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele fica sem fruto. O que foi semeado em terra boa é quem ouve a palavra e a entende; este produz fruto: um cem, outro sessenta e outro trinta” (Mt 13,18-23).
Ouvir, compreender e produzir fruto! Os primeiros escutam a Palavra e não a compreendem. Um segundo grupo ouviu com alegria, mas faltam raízes, de modo que, pelas dificuldades da vida e as perseguições, acabam desistindo. As preocupações do mundo e a ilusão da riqueza também podem impedir os frutos. Enfim, ouvir, compreender e produzir fruto é o grande desafio para o crescimento do Reino deDeus.
Jesus saiu de casa para as margens do lago. Sua cátedra é um barco, sua linguagem recolhe a simplicidade dos acontecimentos. Ele mesmo é o Semeador que sai pelo mundo a espalhar a boa semente do Reino de Deus. A nós foram oferecidas duas posições diante da parábola do Semeador: de um lado, somos estrada, terreno, caminho, espinhos, preocupações, terra boa. À nossa liberdade Deus entrega a grande responsabilidade de reagir de forma coerente. Por outra parte, como os discípulos da primeira hora, também a nós cabe “sair”, como o Senhor que sai de casa ou o Semeador que sai a espalhar suas sementes. Não nos é possível ficar acomodados, pensando que tudo já está feito e as estruturas do Reino de Deus e de sua Igreja são estáveis e prontas para todos os desafios. A parábola, se bem entendida, tem o condão para desacomodar todos os cristãos. Alguns passos emergem da luz da Parábola do Semeador!
Diante de todas as dificuldades, chamem-se elas pedras, preocupações do mundo, ilusão da riqueza, superficialidade, o primeiro apelo da parábola é acreditar na qualidade da semente lançada por Deus. Fora do amor e da bondade, Deus é absolutamente incapaz! Sim, Ele só sabe fazer o bem, só pode plantar boas coisas em nós a no mundo. Deus é bom, belo e verdadeiro! Não somos seus proprietários, mas filhos e filhas, tendo à disposição toda uma reserva do bem infinito, da qual podemos beber água pura!
Os discípulos de hoje podem e devem fazer perguntas ao Senhor! Ele não foge das inquietações que tomam conta de nosso coração. E sua Igreja, cuja vocação é anunciar a verdade inteira, deve estar pronta para o diálogo com tudo o que o próprio Espírito Santo suscita no coração dos seguidores de Jesus Cristo e na busca da verdade, presente em todos os coraçõeshumanos.
Se a boa semente é semeada, é óbvio perguntar-nos a respeito do acolhimento da Palavra semeada. É hora de corrigir com prontidão a inconstância diante das dificuldades, a negligência, a preguiça, as preocupações cotidianas e a ansiedade que nos tira apaz.
Depois, a Igreja e cada cristão hão de se colocar diante do empenho da evangelização. Trata-se de saber comunicar de maneira nova e eficaz, com todos os meios lícitos e dignos, na linguagem adequada, com franqueza, coerência decorrente do testemunho autêntico. Precisamos de evangelizadores confiáveis e incansáveis, que não se deixem vencer pelos obstáculos. O Evangelho se espalhou primeiro num mundo pagão, e a Boa Nova se fez presente e atuante. O nosso mundo, eivado de relativismo e indiferentismo, pode ser vencido pela força do Senhor Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado, que envia sempre o seu Espírito Santo, para que tenhamos no coração o mesmo ardor dos primeiros discípulos e a coragem dos santos e dosmártires.
Entretanto, há um trabalho artesanal a ser assumido por todos os cristãos e cada um, feito de testemunho, presença, coragem. Trata-se de semear o bem, onde quer que estejamos. Dizer um bom dia com sinceridade, agradecer, sorrir para as pessoas, colocar em relevo o bem que as pessoas fazem, elogiar, saber corrigir com delicadeza e por causa de Deus.
Vale ainda observar que a avalanche de pessimismo reinante, quando não vemos uma luz no fundo do túnel de nossa realidade social e política, começar a recolher os “caquinhos” dos atos de amor e disposição para o serviço existentes em torno a nós, para colocar à disposição de Deus, que pode, e só Ele, construir um mosaico, uma verdadeira obra de arte, com tudo o que lhe oferecemos.
Rezemos com a Igreja: Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram, para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo que é digno deste nome!
Por: Dom Alberto Taveira Corrêa (Arcebispo de Belém do Pará Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL)
Disponível em: http://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/mais-lidas-artigos/1770-semear-o-bem.html

Santa Teresa D’Ávila: uma vida de oração

Santa Teresa de Ávila, também conhecida como Santa Teresa de Jesus, é doutora da Igreja e reformadora do Carmelo.
Tereza de Cepeda e Ahumada nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. Filha de Alonso Sanches de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada, foi educada com muita dedicação e desde muito pequena já expressava o seu gosto sobre histórias de santos.
Após o falecimento de sua mãe, quando dia apenas 13 anos, seu pai a levou para estudar no Convento das Agostinianas. Ela resistia à ideia de ser freira, mas isso foi crescendo dentro do seu coração. Tinha dúvidas quanto à decisão a tomar, pois a vida religiosa a atraia e assustava, ao mesmo tempo.
Quando contou a seu pai que iria se tornar religiosa, seu pai foi contra, mas com 20 anos ela "fugiu" para o Convento Carmelita de Encarnación. Pouco tempo depois ficou enferma e seu pai a retirou do convento.  
Neste tempo em que teve que cuidar da saúde, o que a ajudou a suportar o sofrimento foi um livro que ganhou de seu tio Pedro chamado O Terceiro Alfabeto Espiritual, do Padre Francisco de Osuna. Esta obra consistia em instruções para exames de consciência e contemplação interior.
Após três anos ela se recuperou, retornando para Carmelo. Nesta época costumes inconvenientes e nada edificantes espalharam-se pelos conventos. Um dos costumes era de que as religiosas podiam receber os visitantes que desejassem, a qualquer hora.
Teresa também foi vítima desse costume: passava parte de seu tempo conversando, o que a levou ao descuido com as orações. Muitas vezes ela encontrava desculpas para esse relaxamento em suas enfermidades.
Foi um alerta sobre o perigo que sua alma encontrava, vindo de seu confessor, que a fez voltar à prática das orações. Mesmo com a decisão de entregar-se totalmente a Deus, levando uma vida de contemplação, não tinha renunciado por completo as horas que passava conversando e trocando presentes com seus visitantes, mas passou a dar mais atenção à vida de oração, voltando a meditar conforme o conselho.
Assim, com o novo modo de vida, ela percebeu como era “indigna”. Em certa ocasião, contemplando um crucifixo que trazia marcas das chagas de Cristo, perguntou: “Senhor, quem vos colocou aí?” E pareceu-lhe ouvir uma voz que vinha do crucificado: “Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa”.
Ela se emocionou e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e com as amizades que não a levavam à santidade. Era uma mudança de vida radical.
Em seu entendimento, ao rezar, deveria ter mais consciência no que se diz e não apenas recitar muitas fórmulas, sendo algo automático, apenas mexendo com os lábios, sem meditação. Segundo o que ensinou Teresa, a melhor forma de oração, o mais eficaz modo de rezar, é uma oração de recolhimento, em que o espírito deve esvaziar-se de si mesmo, a imaginação calar-se, e então, aprende-se a amar a Deus.
Hoje vivemos em uma sociedade que tem fome de paz interior. Portanto, assim como o exemplo de Santa Teresa D’Ávila, que nós cristãos possamos assumir nosso chamado para a oração, a qual nós fazemos cada vez menos.

"Nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta. Só Deus basta!"
Santa Teresa D’Ávila, rogai por nós!
Por: Graziela Ferreira Rodrigues de Souza (Membro da Comissão Nacional de Profissionais do Reino – Renovação Carismática Católica do Brasil)


Disponível em: http://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/index.php/artigos/1816-santa-teresa-davila-uma-vida-de-oracao


Evangelho (Lc 14,15-24)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017


Evangelho (Lc 14,12-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Compartilhemos o Batismo no Espírito Santo


No histórico encontro do Papa Francisco com a Renovação Carismática Católica, por ocasião das comemorações do Jubileu de Ouro, em junho de 2017, em Roma, o Santo Padre proferiu palavras que ecoarão ainda por um bom tempo em nossas mentes e corações. Dentre as inúmeras exortações e palavras de incentivo a nós dirigidas pelo Sumo Pontífice, uma tem ardido até hoje em nossos corações: “Compartilhe com todos na Igreja o Batismo no Espírito Santo”.
 
Esta precisa ser uma grande Graça, que nestes tempos, necessita ser ANUNCIADA e PROMOVIDA no seio da Igreja, como missão e apostolado da RCC. Em síntese, no Circo Máximo, em Roma, o Papa Francisco chamou a nossa atenção a respeito de dividir com todos a graça do Espírito Santo. Exortou para que não colocássemos o Espírito em gaiolas, fez-nos refletir que a corrente de graça é para toda a Igreja, não só para alguns, e ninguém de nós é o “senhor” dos outros. Vamos trazer esse tema à tona e destacar a importância dessa conscientização e do esforço necessário para promovermos essa graça.
 
Grifamos o seguinte trecho: “No primeiro capítulo do livro de Atos, lemos: ‘Quando estava à mesa com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa do Pai, que - disse - que você ouviu de mim: João batizou com água, mas em vez disso, não muitos dias, você será batizado no Espírito Santo (1: 4-5)’. ‘Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, um arrepio veio do céu, quase como um vento soprando impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Sobre eles apareceram como línguas de fogo, divididos e colocados em cada um deles, e todos foram preenchidos com o Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, na forma como o Espírito lhes deu o poder de se expressar (At 2, 1-4)’. Hoje estamos aqui como num Cenáculo ao ar livre, porque não tememos: ao ar livre e mesmo com o coração aberto à promessa do Pai. Estamos reunidos ‘todos nós crentes’, todos os que professam que ‘Jesus é o Senhor’".
 
Para que haja um perfeito anúncio e experiência do Batismo no Espírito Santo para todos na Igreja, algumas palavras desse discurso são chave:
 
1 - “Não se afastar de Jerusalém” - Permaneçamos firmes e perseverantes em nossos Grupos de Oração (“Nossa Jerusalém”);
 
2 - “Estavam todos juntos no mesmo lugar...” - Nossa vivência fraterna cotidiana, que gera frutos de Pentecostes em nosso tempo, tão necessária e tão observada pelas pessoas que nos rodeiam;
 
3 - “com o coração aberto à promessa do Pai” - Acreditar que um Novo Pentecostes se realiza sempre que nos abrimos à Graça do Espírito em oração. A oração é nossa ligação direta com o Espírito de Deus;
 
4 - “Diversidade reconciliada” - Entender que, embora muitos, formamos um só corpo em Cristo. Somos diferentes, porém o Espírito que nos move e conduz é o mesmo.
 
O ANÚNCIO do PODEROSO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO, pedido por Francisco, a todo povo carismático, deve basear-se nestes quatro pontos para alcançar sua plena eficácia.
 
Em trechos finais do discurso, a exortação ao ANÚNCIO desta Graça de Pentecostes em tempos hodiernos, ainda ficam mais contundentes e convocativas: “... irmãs e queridos irmãos, desejo-lhe um tempo de reflexão, de memória das origens; um tempo para deixar para trás todas as coisas adicionadas pelo próprio ego e transformá-las em uma alegre audição e recepção da ação do Espírito Santo, soprando onde e como Ele quiser! Compartilhe com todos na Igreja o Batismo no Espírito Santo...”
 
 
 
Leandro Rabello
Grupo de Oração Mater Domine - Diocese de Campos (RJ)
Diretor da Escola Nacional de Formação de Líderes e Missionários RCCBRASIL
Membro da Comissão Nacional de Formação - RCCBRASIL
Coordenador Estadual do Ministério de Pregação RCCRJ

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