terça-feira, 27 de junho de 2017


Evangelho (Mt 7,6.12-14)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Superar o medo


Muitas vezes temos que assumir falhas e enfrentar dificuldades em várias circunstâncias da vida e por vários motivos. Isso nos traz sensação de insegurança. Ficamos perplexos e até não sabemos o que fazer. Há quem fuja de tomar decisão, compromisso ou responder a convites ou mesmo responsabilizar-se por atitudes ou falhas, partindo para válvulas de escape. Surgem daí atitudes irresponsáveis, não se assumindo obrigações de ofício ou responsabilidades devidas, como o pagamento de dívidas e outras vicissitudes.
A precaução e a defesa pessoal são próprias de quem se coloca em proteção de sua pessoa. Mas, a defesa pessoal deve ser proporcional aos valores vivenciados da ética e da responsabilidade moral perante os fatos e até os delitos, mesmo não sendo dolosos. A melhor forma de defesa é a que promove a verdade e a honra pessoal, que não pode estar sediada na falsidade. Mesmo com o receio da punição, quem tem altivez moral supera o medo e mostra a grandeza de caráter, sabendo rever-se para melhorar a própria conduta, com a humildade de assumir o passado com vontade de acertar melhor o próprio comportamento. Então se  convive com mais dignidade em relação aos outros. Trabalhar para diminuir a pena em relação aos erros não significa falsear a verdade dos mesmos. Até a ação advocatícia não pode ser a de inocentar quem é delituoso e sim de  proteger seus direitos e diminuir sua  pena dentro da ética e da lei.
Quem não teme nem falseia a verdade supera o medo do castigo com a atitude e coerência de se apresentar como pessoa de bem e de convivência na honestidade. A falta de penalização promove a delituosidade de modo progressivo. A correção da pena é pedagógica e necessária, mesmo para pequenos delitos.
Apesar de o medo ser próprio de quem vive o fator emocional humano, a fé ajuda até o equilíbrio emocional diante de fatores de risco e insegurança. O profeta Jeremias lembra que os perseguidores enganosos não terão vez diante de Deus, que “salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus” (Jeremias20,13). Mesmo se o ser humano não tem misericórdia, Deus, no entanto, mostra porque veio, assumindo nossa natureza humana, justamente para nos dar vida nova. Mesmo nas maiores falhas Ele mostra a necessidade de mudança. Basta assumirmos nossos erros, querendo colocar todo o esforço para superá-los. Assim Ele está disposto a nos perdoar. A parábola do filho pródigo é de grande ensinamento sobre isso.
O maior medo que devemos ter é o de quem  possa nos roubar o que nos leva ao objetivo maior da vida, que é a da salvação eterna. Mas a vida presente é muito importante para isso. Se quisermos misericórdia, temos também de ser misericordiosos e lutarmos para superar todo mecanismo de morte e agressão à vida. Quando damos de nós pela promoção da vida na convivência humana e com a natureza, superamos qualquer medo, pois ninguém vai nos roubar ou impedir a vida de doação, que é base para a consecução da vida eterna prometida por Aquele que ressuscitou dentro os mortos!
Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)
Fonte: http://noticiascatolicas.com.br/superar-o-medo.html

Evangelho (Mt 7,1-5)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.
3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 22 de junho de 2017


Evangelho (Mt 6,7-15)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. 
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7”Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Eucaristia como partilha e solidariedade


A Solenidade de Corpus Christi ajuda-nos a refletir sobre uma das dimensões da Eucaristia, que é a da partilha. A partir desta dimensão, podemos inferir a dimensão social deste Santíssimo Sacramento, por vezes esquecida na espiritualidade cristã.
Na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, São João Paulo II afirma que gostaria de chamar a atenção dos fiéis para esta dimensão, porque sobre ela “recai em grande medida a autenticidade da participação na Eucaristia celebrada em comunidade” (n. 28).
Note-se que o Pontífice não destaca aqui a exatidão do cumprimento das rubricas litúrgicas, a confissão sacramental ou o jejum eucarístico, mas “o impulso que ela traz em si por um empenho eficaz na edificação de uma sociedade mais equânime e fraterna” (idem). Infelizmente ainda persistem em muitos cristãos uma compreensão intimista e individualista deste Santíssimo Sacramento.
Combater as causas geradoras da fome
No que tange à fome, não bastam somente soluções assistenciais emergenciais que têm sido praticadas com generosidade pela Igreja ao longo dos séculos. Sem deixar de preocupar-se com as necessidades mais imediatas e com as situações de emergência, é necessário ter um horizonte maior, que se preocupe com a transformação das estruturas geradoras da miséria e da fome.
Existe alimento para todos, afirmam os Bispos do Brasil. Portanto, a fome não é resultado do aumento da população ou de outras causas naturais, mas fruto de um sistema iníquo, que não distribui a renda, agravado com o desperdício (CNBB. Exigências éticas de superação da miséria e da fome. Documento 69, n. 2).
João Paulo II já afirmara anteriormente na Sollicitudo rei socialis que a miséria não é fruto da fatalidade, mas de mecanismos perversos (n. 9) que se encarnam em verdadeiras estruturas de pecado (n. 16). É necessário criar uma cultura da solidariedade, que desmascare e desmonte estas estruturas perversas.
O Papa Francisco não se cansa de dizer que não podemos dormir sossegados enquanto houver pessoas com fome no mundo. Não podemos tolerar que se jogue comida no lixo, enquanto há tantos famintos. O desafio “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37) implica um compromisso, tanto para transformar uma economia geradora de morte, quanto para realizar pequenos gestos de solidariedade com os mais sofredores (Evangelii Gaudium 53;188).
A participação no banquete da Eucaristia tem sido para os cristãos um impulso para a transformação da sociedade? Empenhar-se para diminuir a fome no mundo e em volta de nós poderia ser uma boa maneira de se viver a Eucaristia.
Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6,37)
A prática de Jesus se mostra no relato da multiplicação dos pães, que é narrada nos evangelhos sinóticos e em João, com pequenas diferenças (Mc 6,30-44; Mt 14,13-21; Lc 9,10-17; Jo 6, 1-13).
Em todas as narrativas Jesus se compadece com a fome do povo e provoca os discípulos. A resposta desses é evasiva, dizendo que a multidão deve ser dispersada para buscar alimento por si mesma. O desafio de Jesus, que atravessa os séculos e chega até nós é: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37).
A saciedade do povo somente ocorreu porque Jesus deslocou o coração dos discípulos da lógica econômica que passa pelo dinheiro, para o eixo da partilha e da solidariedade que passa pela compaixão. Primeiro veio a partilha, para que depois aparecessem os doze cestos cheios.
Por Padre Antonio Aparecido Alves, via Canção Nova
Fonte: http://noticiascatolicas.com.br/a-eucaristia-como-partilha-e-solidariedade.html

Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa.17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 20 de junho de 2017


Evangelho (Mt 5,43-48)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

E o seu lado espiritual?


Cultivar a espiritualidade ainda não faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Pouco se compreende que esse exercício é um pilar determinante na sustentação da interioridade e de uma qualificada participação na vida social. Por isso, muitas dinâmicas estão comprometidas. Ilusoriamente, pensa-se – talvez por forças de secularismos, excesso de racionalizações ou imediatismos – que a espiritualidade é opcional, mais apropriada para alguns mais devotos. Na verdade, a espiritualidade é indispensável para sustentar a vida de todos em parâmetros qualificados. Assim, um permanente desafio é estar em sintonia com o que diz o salmista, nas Sagradas Escrituras: “Desde a minha concepção me conduzistes, e no seio maternal me agasalhastes. Desde quando vim à luz vos fui entregue, desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus”.
A humanidade, mesmo emoldurada por diferentes manifestações confessionais e religiosas, não prioriza o hábito de cultivar a espiritualidade. As consequências são o comprometimento da vida, com equívocos nos critérios que regem discernimentos e escolhas, a prevalência da mediocridade na emissão de juízos e nas iniciativas que deveriam corresponder à dignidade própria do ser humano, na sua inteireza. A cultura da dimensão espiritual no cotidiano significa reconhecer a presença de Deus no lugar que Lhe é próprio, conforme ensina o salmista, em oração: “Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. Vosso louvor transborda nos meus lábios, cantam eles vossa gloria o dia inteiro. Não me deixeis quando chegar minha velhice, não me falteis quando faltarem minhas forças. Eu, porém, sempre em vós confiarei, sempre mais aumentarei vosso louvor”.
O lado espiritual não é apenas uma parte da existência. Trata-se de alicerce para a vida, cultivado pelo desenvolvimento da competência de se contemplar, isto é, tornar-se capaz de mergulhar no sentido mais profundo de cada ser, de cada criatura, superando superficialidades. E a oração é, por excelência, a experiência do exercício da espiritualidade. Causa empobrecimento considerar a oração como um recurso de poucos, para momentos passageiros de aflições maiores. As preces possibilitam o enraizamento de si mesmo na verdade e na fonte do amor que é Deus. Tertuliano, reconhecido escritor dos primeiros anos da era cristã, destaca a força da oração, ao comentar: “nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome. Agora, a oração cristã não faz descer o orvalho sobre as chamas, ou fechar a boca de leões, nem impede o sofrimento. Mas, certamente vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, acalma tempestades, detém ladrões, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam e confirma os que estão de pé”.
A oração possibilita ao humano experimentar o deserto de seu próprio ser. Leva-o a reconhecer sua condição solitária e pobre, para explicitar sua dependência de Deus. O lado espiritual de cada pessoa é que lhe permite assumir e conquistar a humanidade verdadeira e integral. Na espiritualidade, cultiva-se o silêncio que faz da própria vida um ouvir determinante, gera-se a competência para o diálogo que promove a cultura do encontro e quebra, com propriedade, a rigidez da mesquinhez. A experiência espiritual qualificada é que nos permite cultivar e aproveitar os nossos dons, edificando a unidade interior básica que permite a inteireza moral e existencial. Quando se compromete essa unidade, a conduta pessoal sofre com reflexos negativos. E o caminho da espiritualidade, que possibilita uma condição humana qualificada, não pode ser trilhado apenas com a própria força, nem mesmo unicamente com a luz da razão. Trata-se de percurso impulsionado pelo Espirito Santo, que está presente em cada um dos que cultivam a abertura para receber seus dons.
A humanidade carrega fardo pesado por não compreender a importância de se cultivar a espiritualidade. Por isso, o cidadão contemporâneo fica moralmente enfraquecido gerando os descompassos que degradam o mundo. Assim, o investimento para transformar a realidade exige, de cada um, cultivar o lado espiritual. Eis o caminho que é fonte de soluções para os muitos problemas enfrentados pela humanidade.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte

Fonte: http://noticiascatolicas.com.br/e-o-seu-lado-espiritual.html

Evangelho (Mt 5,38-42)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Nossa oração muda a vontade de Deus?


Conhecemos a famosa frase: “Tudo pode ser mudado pela força da oração”. Ela já deu até música, como canta Salette Ferreira. Mas você já se perguntou se a sua oração é capaz mesmo de mudar a vontade de Deus? Com os seus pedidos e com a sua súplica, Deus mudaria sua vontade? Seria possível nós, como criaturas, mudarmos a vontade do Criador?
Saiba que, se você já se fez essa pergunta, não foi o primeiro. São Tomás de Aquino, um grande santo e doutor da Igreja, já nos catequizou em cima dessa pergunta. Em sua Suma Teológica, no artigo 2, da questão 83 da II IIª Parte, onde fala especificamente da oração, ele nos aponta a reposta dessa pergunta, que lhe é feita exatamente desta forma: “A oração dobra o espírito, a quem oramos, a fazer o que lhe pedimos? Ora, o espírito de Deus é imutável e inflexível, conforme aquilo da Escritura: ‘Mas o triunfador em Israel não perdoará nem se dobrará pelo arrependimento’, logo, não é conveniente orarmos a Deus.”
Qual o sentindo de orar?
Se não somos capazes de dobrar a Deus, a quem oramos, então, qual o sentido de orar? Qual o sentido de pedir, se não vamos conseguir o que queremos, já que Deus não vai se dobrar à nossa vontade? É aí que Tomás nos apresenta o sentido da oração. Nós, homens, não oramos para mudar a vontade de Deus, ao contrário, oramos para alcançarmos aquilo que Ele nos ofereceu, mas que só conseguiremos por meio da oração.
É mais ou menos assim: Deus me deu um presente, mas deixou do outro lado da rua. Para que eu pegue esse presente, faz-se necessário que eu atravesse a rua. Se eu ficar parado desse lado, nunca conseguirei o presente. Com isso, entendemos que, Deus nos deu um presente e a via para o qual conseguiremos alcançá-lo é a oração. Se eu não atravessar, não pego o presente; se eu não orar, não pego o presente. O mais interessante é saber que Deus já me deu esse presente. Ele não vai me dar quando eu chegar do outro lado, ele já é meu, mesmo que eu fique desse lado da rua, ele já está lá.
A oração nos muda
A oração, portanto, não é para mudar a vontade de Deus, mas é para que ela nos mude. Orando, e somente orando, vamos entender qual é a vontade de Deus para nossa vida. Por isso, é extremamente necessário ter uma vida de oração, pois é por meio dela que vamos entrar em sintonia com a vontade do Senhor. É a vida de oração (e aqui podemos traduzir como a intimidade com Deus) que vai moldar o nosso coração no formato do coração de Deus. A própria oração tem várias características: oração de intercessão, de súplica, agradecimento, louvor a Deus etc. Todas elas vão nos fazer mais próximo do coração de Deus.
Então, não deixemos de pedir, não deixemos de orar pensando que a oração não tem efeito, já que não vamos mudar Deus. Muito pelo contrário, rezemos mais, peçamos mais, pois é essa oração que vai nos mudar. E é isso o que importa: nossa conversão diária, para, cada vez mais, estarmos perto de Deus.
Por Guilherme Zapparoli para Canção Nova, via AleteiaConhecemos a famosa frase: “Tudo pode ser mudado pela força da oração”. Ela já deu até música, como canta Salette Ferreira. Mas você já se perguntou se a sua oração é capaz mesmo de mudar a vontade de Deus? Com os seus pedidos e com a sua súplica, Deus mudaria sua vontade? Seria possível nós, como criaturas, mudarmos a vontade do Criador?
Saiba que, se você já se fez essa pergunta, não foi o primeiro. São Tomás de Aquino, um grande santo e doutor da Igreja, já nos catequizou em cima dessa pergunta. Em sua Suma Teológica, no artigo 2, da questão 83 da II IIª Parte, onde fala especificamente da oração, ele nos aponta a reposta dessa pergunta, que lhe é feita exatamente desta forma: “A oração dobra o espírito, a quem oramos, a fazer o que lhe pedimos? Ora, o espírito de Deus é imutável e inflexível, conforme aquilo da Escritura: ‘Mas o triunfador em Israel não perdoará nem se dobrará pelo arrependimento’, logo, não é conveniente orarmos a Deus.”
Qual o sentindo de orar?
Se não somos capazes de dobrar a Deus, a quem oramos, então, qual o sentido de orar? Qual o sentido de pedir, se não vamos conseguir o que queremos, já que Deus não vai se dobrar à nossa vontade? É aí que Tomás nos apresenta o sentido da oração. Nós, homens, não oramos para mudar a vontade de Deus, ao contrário, oramos para alcançarmos aquilo que Ele nos ofereceu, mas que só conseguiremos por meio da oração.
É mais ou menos assim: Deus me deu um presente, mas deixou do outro lado da rua. Para que eu pegue esse presente, faz-se necessário que eu atravesse a rua. Se eu ficar parado desse lado, nunca conseguirei o presente. Com isso, entendemos que, Deus nos deu um presente e a via para o qual conseguiremos alcançá-lo é a oração. Se eu não atravessar, não pego o presente; se eu não orar, não pego o presente. O mais interessante é saber que Deus já me deu esse presente. Ele não vai me dar quando eu chegar do outro lado, ele já é meu, mesmo que eu fique desse lado da rua, ele já está lá.
A oração nos muda
A oração, portanto, não é para mudar a vontade de Deus, mas é para que ela nos mude. Orando, e somente orando, vamos entender qual é a vontade de Deus para nossa vida. Por isso, é extremamente necessário ter uma vida de oração, pois é por meio dela que vamos entrar em sintonia com a vontade do Senhor. É a vida de oração (e aqui podemos traduzir como a intimidade com Deus) que vai moldar o nosso coração no formato do coração de Deus. A própria oração tem várias características: oração de intercessão, de súplica, agradecimento, louvor a Deus etc. Todas elas vão nos fazer mais próximo do coração de Deus.
Então, não deixemos de pedir, não deixemos de orar pensando que a oração não tem efeito, já que não vamos mudar Deus. Muito pelo contrário, rezemos mais, peçamos mais, pois é essa oração que vai nos mudar. E é isso o que importa: nossa conversão diária, para, cada vez mais, estarmos perto de Deus.
Por Guilherme Zapparoli para Canção Nova, via Aleteia

Evangelho (Mt 5,13-16)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13”Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte.15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

É tempo de clamar o Espírito Santo


    No alto da Cruz, quando Jesus morreu, entregou o “Espírito”. Não é apenas uma citação de um salmo, mas a realidade da entrega do Espírito à Igreja nascente do lado de Cristo, fonte de graça e vida para todos. No dia da Ressurreição, aparecendo aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Dom do Espírito Santo, garantia da Paz e do Perdão, do qual são portadores, para levar ao mundo inteiro. Na manhã gloriosa do Pentecostes, o vento impetuoso e as línguas de fogo, o assombro da multidão e o anúncio de Jesus Cristo, quando todos os presentes em Jerusalém os entendem, tudo expressa, na “inauguração” da Igreja, o tempo novo que se inicia, o tempo do Espírito, que se estende até a vinda gloriosa do Senhor, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos! É o Mistério Pascal que se realiza e a Igreja, nos últimos cinquenta dias, conduziu-nos, como mãe pressurosa, a viver cada uma das etapas do único e mesmo mistério. Podemos até unir, como numa única palavra, Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes!
E o Espírito Santo continua a conduzir a Igreja. Vêm dele os carismas, ministérios e serviços suscitados no correr dos séculos. Prova disso é o fato de que a Igreja sempre foi inspirada a encontrar os caminhos da caridade, para chegar a todos os recantos e aos corações, com a criatividade que caracteriza seu serviço à humanidade.
Os dons do Espírito Santo
Do Espírito Santo esperamos receber os dons, que nos fazem viver de forma divina a nossa vida nesta terra: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus! De sua presença esperamos os frutos: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5, 22-23).
O Espírito Santo conduz a Igreja, mantendo-a fiel à verdade, sustentando-a para que as portas do inferno não prevaleçam. Todas as crises devidas à condição humana de seus membros, que sabemos ser pecadores, têm sido superadas. Basta recordar os grandes Concílios, com os quais a Igreja buscou com sinceridade a verdade, para anunciá-la corajosamente.
É o Espírito Santo que dá aos cristãos a disposição para o testemunho de Jesus, fecunda uma vida santa nos filhos da Igreja. Ele foi e é o sustento dos mártires, para a audácia do derramamento do próprio sangue pelo nome de Jesus Cristo.
É o Espírito Santo que nos faz proclamar que Deus é Pai – Abba, é ele que nos possibilita reconhecer Jesus como Senhor, é o Espírito Santo que reza em nós! “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).
O condutor dos cristãos
O Espírito Santo age na Igreja, conduzindo os cristãos das várias confissões na estrada exigente a maravilhosa da unidade, a ser buscada com afinco por todos os que professam Jesus como Senhor. Este é o sentido da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Reconciliação” e o lema “É o amor de Cristo que nos move” (Cf. 2 Cor 5, 14-20). Junto com outros cristãos, queremos refletir também sobre os quinhentos anos da Reforma. E o Papa faz inúmeros gestos de aproximação com irmãos e irmãs de outras Igrejas. Na Vigília de Pentecostes, neste Sábado, tenho a alegria de estar com o Santo Padre na Vigília Ecumênica de Oração, em Roma, a se realizar no “Circo Máximo”, um dos lugares históricos do martírio dos cristãos dos primeiros séculos.
O quadro conflitivo em que nossa sociedade se encontra é um grito à unidade dos cristãos. Cabe-nos oferecer ao mundo o testemunho do amor mútuo, superando preconceitos, medos, agressividade, lutas estéreis que só escandalizam as pessoas. Vale buscar o que nos une, que certamente é muito maior do que os eventuais motivos de separação. E podemos começar pelas pessoas mais próximas, estendendo os braços para a reconciliação, valorizando o testemunho de pessoas que fazem parte de outras confissões cristãs, colocando-nos juntos em oração, pedindo os dons do Espírito Santo.
Mais ainda, o Espírito Santo conduz todos os homens e mulheres de todos os tempos na busca da verdade. É ele que planta as Sementes do Verbo de Deus por toda parte, fazendo com que os cristãos abram os seus olhos e seus corações, para identificar e valorizar o bem que é feito, onde quer que esteja!
Oração
Esta é uma ocasião privilegiada para convidar à oração confiante:
Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz; se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor fazei-nos sempre firmes crer.
Vinde, Espírito Santo!
Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA
Fonte: http://noticiascatolicas.com.br/e-tempo-de-clamar-o-espirito-santo.html

Evangelho (Mc 12,35-37)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.