quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Você sabe o que é a tibieza?


    Em alguns períodos da nossa vida, podemos detectar em nós alguns dos sintomas da tibieza: a frieza, a apatia, o desânimo, a insatisfação com Deus e conosco mesmo, a falta de estímulos para a oração diária, e até mesmo a falta de forças para decidir por algo ou desistir de alguma coisa. Se sofremos deste mal, há esperança para nós e o remédio é infalível: precisamos de um novo, belo e santo Pentecostes!
     É preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da nossa condição de necessitados de uma renovação constante do Espírito Santo em nossa vida. O clamor constante e a abertura necessária à ação da graça farão de nós homens e mulheres fervorosos, capacitados pelo Espírito a transbordar no mundo o amor infinito de Deus.
    Uma alma tíbia é uma alma morna, fraca, preguiçosa, desanimada e sem fervor. Esta “doença” traz sérias consequências, não só à nossa vida espiritual, mas a todas as realidades da nossa existência. Ela é consequência do pecado e desenvolve-se com facilidade nas almas que não são muito amigas das renúncias, sacrifícios e orações. Mas pouco adianta dizer, simplesmente, que é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor. Seria como dizer a um doente que o remédio para ele é a saúde, ignorando que este é o seu problema: a falta de saúde.
    O único remédio contra a tibieza é o Espírito Santo, porque não existe verdadeiro fervor se não for inflamado pelo fogo do Espírito. O pecado endurece o coração e torna a pessoa indiferente a Deus. O Espírito nos aponta as raízes do pecado, fortalece-nos para a batalha, fecunda em nós os seus dons, purifica-nos, aquece e inflama o nosso ser.
    O Espírito Santo não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer “fervorosos no Espírito”. Comporta-se em nós como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro a expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois a inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo. Ele, que faz novas todas as coisas, quer fazer fervorosos os homens tíbios.
    Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza, e se por acaso já nos encontrarmos neste estado, livra-nos dela. É impossível sair da tibieza sem uma intervenção decisiva do Espírito; se tentarmos fazê-lo mergulharemos ainda mais no pecado do orgulho.
    Olhemos para os apóstolos antes de Pentecostes: eram tíbios, incapazes de vigiar uma hora, discutiam sempre sobre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Depois que o Espírito veio sobre eles como línguas de fogo, tornaram-se a imagem viva do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo.
    Cirilo de Jerusalém escreve: “Os apóstolos receberam o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma”, e um escritor medieval escreve: “O Paráclito que, em línguas de fogo, desceu sobre os apóstolos e os discípulos, desce também sobre nós como fogo: para queimar e destruir a culpa, para purificar a natureza, para consolidar e aperfeiçoar a graça, para expulsar a preguiça de nossa tibieza e acender em nós o fervor do seu amor” (Hermann de Runa, Sermões Festivos, 31).
    Muitos santos passaram por um longo período de tibieza, mas nenhum deles foi santo sem ter sido encharcado, queimado, transformado pelo poder e ação viva do Espírito Santo.

“Passei nesse mar tempestuoso quase vinte anos, ora caindo ora levantando. Mas levantava-me mal, pois tornava a cair. Tinha tão pouca perfeição que, por assim dizer, nenhuma conta fazia de pecados veniais. Se temia os mortais não era a ponto de me afastar dos perigos. Sei dizer que é uma das vidas mais penosas que se possa imaginar. Nem me alegrava em Deus, nem achava felicidade no mundo. Em meio aos contentamentos mundanos, a lembrança do que devia a Deus me atormentava. Quando estava com Deus, perturbavam-me as afeições do mundo” (Santa Teresa de Jesus, Vida, 8,2).

    Quando invocamos o Espírito, clamamos: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”, e ainda: “Aquece o que está frio”.     
     Às vezes este clamor também é frio, porque fria é a nossa esperança. Em Ezequiel 37 temos outra imagem clara de um povo tíbio: “nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta”, mas é a poderosa ação do Espírito Santo que faz estes ossos secos retornarem à vida.
     Com o auxílio da graça, portanto, é possível sair da tibieza e passarmos da condição de frios e temerosos a fervorosos no Espírito!

Bibliografia consultada:
Cantalamessa, Raniero. O canto do Espírito. São Paulo:Vozes, 1998.
Josefa Alves

Disponível em: http://www.comshalom.org/voce-sabe-o-que-e-a-tibieza/

Evangelho (Lc 9,7-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

É o Senhor quem diz: Sai para fora, filho!


    Enquanto todos estavam desanimados pela morte de Lázaro, o Senhor, em sua infinita serenidade vem e se compadece pela dor e aviva a fé daquelas irmãs que já desacreditadas do milagre, lamentavam a perda do seu irmão. O senhor garante:

 "A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus." (João 11:4)

    Muitas vezes reclamamos de nossas enfermidades porque não compreendemos os propósitos de Deus em nossas vidas, deixamos nossa fé ser abalada pelas preocupações e permitimos que a pedra seja colocada em nossa vida. Com ela, sepultamos nossos sonhos, projetos e o desejo de servir à Deus. 
    Hoje, o Senhor vem dizer que por maior que seja a nossa enfermidade, tudo é possível à ele, desde que peçamos com fé e clamemos pelo milagre.
    Lázaro passou quatro dias no sepulcro, e nós? Quantos dias, meses e até anos estamos presos no sepulcro? É hora de nos levantarmos em oração, prostrar o nosso coração diante de Deus e clamar com autoridade.
    O senhor visita-nos hoje e pronuncia as palavras que foram ditas à Lázaro:

"Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!" (João 11: 43)

   Meus irmãos, o Senhor está ordenando: Saia para fora, não há o que temer, é o próprio Deus que te chama, saia para fora e deixe no sepulcro todos os teus medos, preocupações, problemas e incertezas. Saia para fora e deixe Deus ressuscitar os teus sonhos, deixe Deus ressuscitar a alegria, o amor e a paz. 
  Amados, Deus tem muito a realizar em nossas vidas.Precisamos colocar nossa confiança nele, reconhecer todas as nossas misérias e pedir que ele renove em nós a esperança. Devemos nos agarrar ao Senhor e com o coração agradecido, reconhecer todas as maravilhas operadas em nossas vidas.
   Que o Senhor, nesse dia,venha remover a pedra que tem pesado sobre nossas vidas, que ele nos dê força para que tomemos a atitude de renunciar ao pecado e viver a liberdade que ele nos proporciona. Deus nos abençoe!

Evangelho (Lc 9,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.
— Palavra da Salvação.

terça-feira, 26 de setembro de 2017


Evangelho (Lc 8,19-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tempo de Louvor.


“Eu vos louvarei Senhor, de todo o coração; todas as vossas maravilhas narrarei. Em vós estremeço de alegria; cantarei vosso nome, ó Altíssimo!” (Sl 9,2).


Hoje é tempo de louvar a Deus. Todo dia é dia de louvar a Deus. Todo tempo é tempo de louvor. O louvor liberta, pois é no louvor que Deus age. O louvor é como fumaça de incenso que sobe aos céus; quando louvamos o céu se abre, e Deus do seu trono de glória derrama sobre nós chuvas de graças, abundantes bênçãos.

Louvamos sempre e sempre incentivamos ao louvor nas assembleias carismáticas. Nos Grupos de oração o louvor é oração quase obrigatória. Então, no que consiste o louvor? Agradecer a Deus pelo que Ele nos faz? Também, mas essencialmente agradecer pelo que Ele representa e pelo que Ele efetivamente é. Louvor é mais que ação de graças. Louvor é elogio sincero e descompromissado ao Senhor nosso Deus.

Louvamos a Deus não pelo que Ele nos faz, mas pelo que Ele é. Apreciamos suas qualidades, sua bondade, sua divindade e seu senhorio, aquilo que Ele é capaz. Por isso o louvor é adequado a qualquer situação que estejamos vivendo. Louvar não pelo sofrimento, mas apesar do sofrimento.  Louvar pelo que de ruim nos acontece é masoquismo, no entanto louvar mesmo que coisas ruins nos acometam, é confiança. E em Deus confiamos sempre. Louvar na alegria, e mesmo na dor, louvar nos bons e maus momentos. Quem louva é como uma árvore fecunda; frutifica sempre, mesmo em tempos difíceis.  Louvemos:

Senhor nosso Deus, louvamos a Ti pela Tua misericórdia infinita, pelo Teu incontido amor. Louvamos e agradecemos por tudo de bom que proporcionas em nossa vida. Louvamos Senhor, mesmo que a tribulação venha nos alcançar e o sofrimento se faça iminente. Louvamos Senhor, pois sabemos que tudo podes, e no final a vitória contigo é certa, pois em Ti somos mais que vencedores. Glórias e louvores a Ti Senhor!

Disponível em: http://jesusmisericordiaepaz.blogspot.com.br/2014/03/tempo-de-louvor.html

Evangelho (Lc 8,1-3)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Deus nos dará forças quando nos cansarmos

Deus nos faz uma promessa de vitória, e enquanto estivermos na luta, Ele nos dará forças para continuarmos

No ‘Sorrindo pra Vida’ desta terça-feira, 19 de setembro de 2017, Márcio Mendes partilhou a Palavra de Deus para nos lembrar que, na batalha que é esta vida, Deus nos dará forças quando nos cansarmos.
Leia a Palavra meditada em Isaías 35,1-6.10:
“O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus. Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes. Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos. Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. Por ali voltarão aqueles que o Senhor tiver libertado. Eles chegarão a Sião com cânticos de triunfo, e uma alegria eterna coroará sua cabeça; a alegria e o gozo possuí-los-ão; a tristeza e os queixumes fugirão.”
Esse é um retrato do céu, uma ordem do Senhor em que a natureza se converte em vida, para que todos vejam as glórias do Senhor. Os tempos duros passarão e o sofrimento acabará, pois toda dor tem prazo de vencimento.
O Senhor, ao olhar para nós, em meio às nossas dificuldades, vem nos falar: “Fortaleça seus braços cansados!”. Temos de dizer àqueles que estão cansados e aflitos, para não ter medo, pois nosso Deus está próximo e Ele vem trazendo a salvação.
Tenhamos a confiança de que o Jesus vem nos trazer o pagamento da nossa fidelidade a Deus ao contemplarmos a vitória d’Ele em nossa vida. O Senhor tem um jeito diferente de fazer justiça. Ele não quer a derrota dos que nos fazem mal, mas sim a salvação deles. Sua justiça vem com a vitória daqueles que sofreram nas mãos dos injustos.
Deus vai nos levantar nos momentos de fraqueza, e a fraqueza faz parte da nossa vida. É uma ilusão nos entendermos como poderosos, pois nossa força está ligada à comunhão com Ele.
Essa Palavra de hoje vem nos dizer que seremos sustentados quando começarmos a vacilar, a nos cansar. É uma promessa consoladora, uma afirmação de que, apesar de toda fraqueza, não vamos desabar.
Os que aprenderam a confiar em Deus, descansam n’Ele; e se estamos lutando, enfrentando a vida, consequentemente, vamos cansar. No entanto,é no Senhor recuperamos nossas forças; e quando for a hora, n’Ele descansaremos.
Por: Márcio Mendes(Missionário da Comunidade Canção Nova).
Disponível em: https://tv.cancaonova.com/sorrindo-pra-vida/deus-nos-dara-forca-quando-nos-cansarmos/



Evangelho (Mt 9,9-13)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lutar contra o mal


    Caros amigos, todos os dias temos a missão de revigorar a memória de Deus e de Seu chamado de amor em nossas vidas. Tal atitude não é passiva, pois o caminho de nossa vocação tem obstáculos e muitos são os que se levantam no mundo contra Cristo e Seu Evangelho de Amor.
    Isso não é uma novidade, pois a Igreja de Deus sempre sofreu com o “mar revolto” e os “ventos contrários” (Cf. Mt 14, 22-33), realidade esta que foi transmitida pelo Concílio Vaticano II nestes termos: “A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha” (cfr. Cor. 11,26) (LG, 9).
    Sem dúvida, a identidade de alguém pode ser entendida a partir das ideias que defende, mas não é menos verdade que conhecemos alguém quando descobrimos “contra o que ele luta”. O mundo não somente carece da luz de Cristo, frente ao que temos a vocação de ser “sal e luz” (Cf. Mt 5, 13-14), mas também é constantemente combatido pelas trevas da ignorância e do egoísmo, frente ao que precisamos tomar uma posição. Lembremos o que ensina São Paulo: “não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem” (Rm 12, 21).
    Nesta batalha, ensina o Concílio, “(A Igreja) é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG, 9).
    É importante recordar que em sua caminhada histórica a Igreja se opõe ao mal sendo ela mesma ferida em seus membros. Porém, isto não pode nos acovardar, ao contrário, manifesta ainda mais claramente a origem santa de nossa vocação e missão, fazendo brilhar em meio às limitações humanas o esplendor da Verdade Divina.
    Esta verdade e bondade que vêm de Deus é Jesus Cristo, o Filho Amado, que, ao mesmo tempo em que cura os membros doentes e vacilantes da Igreja, é alimento e salvação para o mundo inteiro “para iluminar os que jazem nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).
    A Igreja existe para proclamar a Vida e Ressurreição de Jesus, esta é sua bandeira e sua arma contra todo mal e egoísmo que há. Oxalá vivêssemos plenamente esta realidade e dispuséssemos de tudo o que somos e temos para levar esta luz de verdade até os confins da terra.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

Disponível em: http://noticiascatolicas.com.br/lutar-contra-o-mal.html

Evangelho (Lc 7,31-35)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’
33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Evangelho (Lc 7,11-17)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão.12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!”
14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O exercício do perdão


   O rancor, a vingança, a denúncia agressiva, a delação e todo tipo de acusações, as guerras, a violência urbana e rural, tudo se espalha pela terra até os nossos dias. É impressionante como a maldade mostra suas garras, até em nome da defesa de valores morais e sociais, mas sempre usando as armas erradas que, ao pretenderem vencer o mal, destroem as pessoas, sua fama e dignidade. Parece que as lições do Evangelho, assim como outras magníficas indicações vindas inclusive de outras tradições religiosas encontram ouvido de mercador, aquele que não presta atenção em nada além dos próprios interesses, no coração da humanidade. Trata-se de uma luta renhida em que o egoísmo domina as relações entre as pessoas, as comunidades e as nações. Pensemos em nosso país e na verdadeira luta livre entre grupos e tendências, com a torcida de tantos que se alegram ao ver a queda dos adversários! Ao mesmo tempo, espalha-se um relaxamento moral, com afrouxamento das consciências e a inversão de uma adequada ordem de valores, capaz de organizar a convivência humana.
    Não se trata de uma descrição pessimista da realidade, mas quer ser uma chamada de atenção a todos nós, esquecidos que estamos de alguns princípios básicos e restauradores dos laços entre as pessoas. Justamente neste período a Liturgia da Igreja oferece aos fiéis o discurso de Jesus a respeito da vida Comunitária (Mt 18, 1-35), estabelecendo os parâmetros para a convivência decorrente da nova Aliança, que se realiza em seu Mistério Pascal de Morte e Ressurreição.
    Para ajudar nossa memória, já no final do primeiro século, os cristãos vindos do judaísmo, após o grande desastre da destruição de Jerusalém pelos romanos, tiveram vários problemas para a reconciliação entre pessoas da mesma raça na Síria e na Palestina, áreas que até hoje vivem focos de incompreensão e dificuldades para a convivência. O texto do Evangelho de São Mateus foi escrito com este pano de fundo, ajudando no processo de aproximação entre as pessoas, superando preconceitos e encaminhando a prática de um segredo próprio dos cristãos, o perdão.
    Nosso amigo Simão Pedro apresenta a Jesus uma pergunta a respeito do perdão. Sete vezes já era muito, um número que significa perfeição. A resposta de Jesus mostra que não existe proporção entre o perdão que recebemos de Deus e o nosso perdão ao próximo. E Jesus conta a parábola do perdão sem limites! (Mt 18, 21-35)
Quando Jesus fala do rei, pensa no Pai do Céu. A dívida era incomensurável, absurda. O servo promete pagar, mas nunca seria capaz de recolher cento e sessenta e quatro toneladas de ouro. É verdade, olhando para Deus, nunca seremos capazes de acertar o nosso débito! Depois o mesmo servo não é capaz de perdoar uma ínfima dívida correspondente a trinta gramas de ouro. É como comparar um grão de areia com uma montanha! O contraste fala por si. A parábola continua, com a moral da história: “É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18,35). De fato, o único limite à gratuidade da misericórdia de Deus que nos perdoa sempre, é nossa recusa de perdoar os irmãos.
   A avalanche de maldade e agressão que nos referimos pode e deve encontrar uma saída. A reconciliação entre pessoas e povos precisa urgentemente encontrar um lugar no coração humano. Começa com uma purificação interior, desarmamento moral de quem escolhe o caminho do bem e não a maldade. Só escolhendo Deus como Senhor de nossas vidas pode acontecer esta mudança, pois só Ele nos habilita, com sua graça, no caminho da reconciliação. Depois, faz-se necessário acreditar que existe o bem nas outras pessoas que agem ou pensam de modo diferente do nosso. Quem se considera dono da verdade e vê os outros como inimigos ou adversários não empreenderá o caminho da reconciliação e da paz. Em seguida, o perdão sem limites começa nos pequenos gestos de perdão e de superação de resistências e antipatias, que bloqueiam nosso contato com os outros. Se o perdão foi feito para a gente pedir, tomar a iniciativa, indo ao encontro dos outros, milhares de vezes, sempre. Pedir perdão desmonta toda cara feia, toda maldade enrustida no coração. Mas é fundamental saber dar este perdão aos outros, não se fechar nos próprios sentimentos feridos pela maldade reinante no coração dos outros e no nosso. Para perdoar sempre e sem limites, será necessário construir pontes entre os diferentes, feitas de gestos e palavras.
    Há poucos dias, assim se expressou o Papa Francisco, na visita à Colômbia: “Jesus pede-nos para rezarmos juntos; que a nossa oração seja sinfônica, com matizes pessoais, acentuações diferentes, mas que se erga de maneira concorde num único grito. Estou certo de que hoje rezamos juntos pelo resgate daqueles que erraram e não pela sua destruição, pela justiça e não pela vingança, pela reparação na verdade e não no seu esquecimento. Rezamos para cumprir o lema desta visita: ‘Demos o primeiro passo’, e que este primeiro passo seja numa direção comum… Ele sempre nos pede para darmos um passo decidido e seguro rumo aos irmãos, renunciando à pretensão de sermos perdoados sem perdoar, de sermos amados sem amar. Dar um passo nesta direção, que é a do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito pela natureza humana e as suas exigências. Só se ajudarmos a desatar os nós da violência, é que desmontaremos a complexa teia dos conflitos: é-nos pedido para darmos o passo do encontro com os irmãos, tendo a coragem duma correção que não quer expulsar mas integrar; é-nos pedido para sermos caridosamente firmes naquilo que não é negociável; em suma, a exigência é construir a paz ‘falando, não com a língua, mas com as mãos e as obras’ (São Pedro Claver), e juntos erguermos os olhos ao céu: Jesus Cristo é capaz de desatar aquilo que nos parecia impossível; Ele prometeu acompanhar-nos até ao fim dos tempos, e não deixará estéril um esforço tão grande” (Homilia do Papa Francisco em Cartagena, Colômbia).
Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
Disponível em: http://noticiascatolicas.com.br/o-exercicio-do-perdao.html

Evangelho (Lc 7,1-10)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.
6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’”.
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.
— Palavra da Salvação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017


Evangelho (Jo 19,25-27)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Participe do Grupo de Oração Luz Divina.


"Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo." (Gl 5:16)

Esse é o convite que o Apóstolo paulo nos faz hoje. Venha viver um novo derramamento do Espírito Santo em sua vida, não deixe que o mundo preencha o seu coração, abra espaço para o Senhor sarar suas feridas e reacender a chama que está apagada. Convide os seus amigos e traga sua família para este momento de reavivamento da fé no Grupo de Oração Luz Divina, todos os Sábados, às 19h na Antiga Casa Paroquial.


































Evangelho (Jo 3,13-17)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017


Evangelho (Lc 6,20-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Não desista do combate


Quero motivar você a confiar, incessantemente, na Providência Divina, tendo a certeza de que Deus o sustentará diante dos combates

    Desde a criação do homem e da mulher, como a imagem e semelhança de Deus, o desejo no coração do Criador sempre foi de amor e felicidade para a humanidade que surgiria. Mas, com a queda dos nossos primeiros pais, instalou-se o pecado original como consequência para toda a humanidade.   

    A partir daí, inicia-se uma batalha, um combate contra as forças do mal e nossas fraquezas; porém, por meio da graça do batismo, fomos purificados de todos nossos pecados.

    Mesmo batizados, devemos continuar a luta contra a concupiscência da carne e as desordens interiores, porque esse é o caminho que temos de trilhar para conquistar a glória celeste. Durante nossa vida, aqui na Terra, vamos passar ou já estamos passando por inúmeras dificuldades que parecem, muitas vezes, não ter fim.

    Quero motivar você a confiar, incessantemente, na Providência Divina, tendo a certeza de que Deus o sustentará diante dos combates. Os grandes soldados lutam com bravura e coragem as suas batalhas, porque têm, dentro de si, um motivo que os fazem ir até o fim, seja na defesa da pátria, da família ou de seus ideais.

    Hoje, temos um grande motivo pelo qual devemos lutar até o fim e perseverar na vida de santidade. Essa razão é Jesus Cristo, que morreu por nós e resgatou a nossa vida.

    Diante das lutas que você enfrentar, lembre-se das palavras de Jesus: “No mundo tereis aflições. Mas coragem! Eu venci o mundo” (João 16,33).

Por: Ladiael Oliveira, Missionário da Comunidade Canção Nova.

Disponível em: https://mensagem.cancaonova.com/mensagem-do-dia/nao-desista-combate/