terça-feira, 20 de dezembro de 2016


Evangelho (Lc 1,26-38)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Presença x Presente



    Familiarmente falando, uma das coisas mais bonitas é contemplar a alegria da criança quando ela recebe um presente de Natal, pouco importando o seu valor. A satisfação da criança quando toma nas mãos o brinquedo que acabou de ganhar, que transparece em todo o seu semblante, seja ela rica ou pobre, dá na gente a maior emoção. Não há retribuição mais gratificante do que esta. Para a criança o que importa é o brinquedo aí presente diante de si mesma. Ainda que não muito tempo depois ela se enjoe dele e o abandone junto aos outros brinquedos, fica na sua memória infantil a lembrança para sempre. Nós conhecemos isso muito bem. Porque o que acontece com as crianças é o que aconteceu quando a gente foi criança. Com o passar dos anos, nós crescemos e amadurecemos de tal maneira que os presentes recebidos nos remetem agora às pessoas que nos presentearam: os pais, os avós, os tios, os padrinhos. Estes é que passam a ser mais importantes, porque são uma presença viva para sempre. Crescendo, fomos aprendendo a valorizar a presença destas pessoas na nossa vida. “Presença e presente” têm a mesma raiz. Só com a maturidade é que entendemos que é mais importante a presença da pessoa do que o seu presente. Liturgicamente, diz-se que o objeto presenteado é um sinal sacramental da pessoa presenteadora. Por isso algum carrinho ou alguma boneca acabaram guardados porque se transformaram em lembranças vivas de pessoas muito queridas. Têm um valor afetivo que não tem preço.
    No Evangelho da Missa de hoje – Mt 1, 18-24 – São Mateus fala a respeito da origem de Jesus Cristo, recolhendo da tradição e da crença geral dos fiéis das primeiras comunidades cristãs o que ele passa a contar. Desse relato ficamos sabendo que Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Que o anjo disse em sonho a José, filho de Davi, para não ter medo de receber Maria como a sua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo, e que ele deveria dar à criança o nome de Jesus que significa salvador. Segundo Mateus, tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. E que, depois disso tudo, José recebeu Maria como sua esposa e se tornou pai adotivo de Jesus, garantindo-lhe a descendência de Davi.
    Deus não presenteou a humanidade com um bem da terra ou do céu por mais valioso que fosse senão com a sua própria presença divina. Deus mesmo veio até nós em pessoa. Ele é o próprio presente que tomou o nosso corpo, carne, sangue, mente e alma humana, e veio morar entre nós. Em Jesus Cristo Deus é presente e presença.
    Há pessoas que cresceram, mas por incrível que pareça continuam infantis, imaturas. São aquelas que ainda desejam ganhar coisas, quanto mais valiosas melhor. Se dão presentes é porque desejam também receber e fazer trocas que sejam compensadoras ou então ganhar amigos que possam retribuir-lhes amanhã. Tudo na base do interesse, do levar vantagem. O Natal para essa gente não passa de festa do consumo, do negócio em vista de aprofundar e construir relações que prometam ganhos no futuro. Não se dão conta de que o importante é a presença da pessoa que oferece o presente. Até mesmo os melhores presentes são mandados entregar na casa destes tais amigos preferenciais nem fazendo questão de suas presenças na festa familiar feita em casa com porta fechada para quem não tem nada para dar. Porque, para esses, importante não é a pessoa, mas o presente.
    No próximo domingo será Natal. O Menino Jesus é Deus-conosco. São Francisco dizia que o Natal é a festa das festas. Reconhecendo que a Páscoa é a mais importante das festas, porque nela contemplamos o amor de Deus que deu a vida por nós, no entanto, ele dizia que se Jesus não tivesse nascido não teria acontecido a sua morte e ressurreição. Três mistérios de Cristo são particularmente caros à espiritualidade franciscana: Encarnação, Paixão e Eucaristia. Tudo fala do amor de Deus, de sua presença e do seu presente à humanidade, a salvação. A Eucaristia é presença, presente e amor do Deus encarnado, morto e ressuscitado, e vivo entre nós.
    Não posso deixar de prestar minha homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, OFM, meu confrade franciscano, amigo e irmão, sentindo com profundo pesar a sua morte. No ano passado celebramos juntos com outros confrades o jubileu de vida franciscana, eu, 50 anos e ele, 75 anos. Rendo graças a Deus pela vida de Dom Paulo, o Cardeal da esperança, o líder religioso mais importante na luta contra as violências da ditadura, pela redemocratização do país, e em defesa dos direitos humanos, sobretudo, dos pobres, excluídos e sofredores. Que o Senhor o acolha na sua glória e viva alegremente na comunhão dos santos.
Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru, SP
Fonte:http://noticiascatolicas.com.br/presenca-x-presente.html

Evangelho (Lc 1,5-25)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada.
8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo.9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso.10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido.
11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”.
18Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como terei certeza disto? Sou velho e minha mulher é de idade avançada”. 19O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e fui enviado para dar-te esta boa notícia. 20Eis que ficarás mudo e não poderás falar, até o dia em que essas coisas acontecerem, porque não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir no tempo certo”.
21O povo estava esperando Zacarias, e admirava-se com a demora no Santuário. 22Quando saiu, não podia falar-lhes. E compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava por sinais e continuava mudo.
23Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa. 24Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses. 25Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A esperança é a “gasolina” da vida cristã, diz Papa à crianças


   A esperança é a “gasolina” da vida cristã, que nos faz seguir em frente a cada dia. Num ambiente descontraído na Sala Paulo VI, o Papa Francisco encontrou-se na manhã desta quinta-feira, 15, com pacientes, famílias, funcionários e colaboradores do Hospital Pediátrico “Bambino Gesù”. Em primeira fila, 150 crianças provenientes também das tantas “periferias do mundo”.
    Presentes no encontro, entre outros, o arcebispo de Bangui, Cardeal Dieudonné Nzapalainga, visto que a Santa Sé está reconstruindo um hospital pediátrico na capital da República Centro Africana, a favor do qual será realizado um concerto no próximo sábado com Claudio Baglione.
    Dá muito mais alegria viver “com o coração aberto do que com o coração fechado”. Diante das crianças que sofrem por alguma doença, levando a vida em frente com coragem e que confiam ao Pontífice as suas emoções, Francisco respondeu com a sinceridade que lhe é própria.
   Valentina, uma enfermeira, observa que quem trabalha no hospital teve a possibilidade de escolha, enquanto que os pequenos pacientes e seus pais não tiveram a possibilidade de escolher em estar ou não ali. Francisco admitiu não existir uma resposta para o sofrimento das crianças.
    “Nem mesmo Jesus deu uma resposta em palavras. Diante de alguns casos, acontecidos na época, de inocentes que haviam sofrido em circunstâncias trágicas, Jesus não fez uma pregação, um discurso teórico. Poderia ter feito, certamente, mas ele não fez. Vivendo em meio a nós, não nos explicou porque se sofre. Jesus – ao contrário – nos demonstrou o caminho para dar sentido também a esta experiência humana: não explicou porque se sofre, mas suportando com amor o sofrimento nos mostrou por quem se oferece. Não porque, mas por quem”.
    Neste sentido, Francisco convidou os presentes a se abrirem aos valores dos sonhos, do dom, das pequenas coisas, de um simples “obrigado”. “Ensinamos isto às crianças e depois, nós adultos, não fazemos. Mas dizer obrigado, simplesmente porque estamos diante de uma pessoa é um remédio contra o esfriamento da esperança, que é uma doença contagiosa feia. Dizer obrigado alimenta a esperança, aquela esperança na qual, como disse São Paulo, estamos salvos. A esperança é a ‘gasolina’ da vida cristã, que nos faz seguir em frente a cada dia”.
   Serena, de 27 anos, contou que sua história no “Bambino Gesù” teve início quando tinha apenas 13 anos. Uma história de doenças, recaídas, complicações de todo gênero, mas sobretudo de esperança. Agora a jovem estuda medicina. Neste sentido, o Papa convidou a encontrar a beleza das pequenas coisas.
    “Pode parecer uma lógica de perdedor, sobretudo hoje, com a mentalidade de aparecer que exige resultados imediatos, sucesso, visibilidade. Ao invés disto, pensem em Jesus: a maior parte da sua vida sobre esta terra passou no escondimento; cresceu na sua família sem pressa, aprendendo a cada dia, trabalhando e compartilhando alegrias e dores dos seus. O Natal nos diz que Deus não se fez forte e poderoso, mas frágil e fraco, como uma criança”.
    O Santo Padre destacou ainda que hoje em dia os espaços e os tempos se restringem sempre mais. “Se corre tanto e menos espaços são encontrados: não somente para estacionar os automóveis, mas também locais para encontrar-se; não somente tempo livre, mas tempo para parar e se encontrar. Há grande necessidade de tempos e de espaços mais humanos”.
   Francisco também deixou como conselho sempre manter vivos os sonhos. “Os sonhos não são nunca anestesiados, ali a anestesia é proibida! Deus mesmo, o ouviremos no Evangelho de domingo, comunica às vezes por meio de sonhos; mas sobretudo convida a realizar sonhos grandes, mesmo se difíceis. Nos leva a não pararmos de fazer o bem, a não apagar nunca o desejo de viver grandes projetos. Gosto de pensar que o próprio Deus tem sonhos, também neste momento, para cada um de nós. Uma vida sem sonhos não é digna de Deus, não é cristã uma vida cansada e resignada, onde se contenta com isto, se vive à toa, sem entusiasmo, o dia”.
Por Canção Nova, com Rádio Vaticano
Fonte:http://noticiascatolicas.com.br/a-esperanca-e-a-gasolina-da-vida-crista-diz-papa-a-criancas.html

Evangelho (Jo 5,33-36)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse aos judeus: 33“Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Advento, um novo tempo


    Os cristãos se preparam para a celebração do Natal de Jesus em um tempo chamado Advento, com momentos de espiritualidade e celebrações que recuperam a sintonia dos corações com o coração de Deus. Um tempo de esperança, que pode fecundar um futuro melhor sonhado por todos, particularmente quando se avalia o peso dos muitos percalços vividos na contemporaneidade – a desolação provocada pelos esquemas de corrupção, as irresponsabilidades e o gravíssimo descaso pelo outro, que é um irmão. De modo muito especial, o advento da vinda do Messias tem propriedade para reavivar sensibilidades perdidas, o gosto pelo bem, e sedimentar a convicção da importância de todas as pessoas, sem distinções.
   Isso pode parecer mera teoria diante da dificuldade para se vivenciar a beleza e a delicadeza deste tempo, pois há uma avalanche de apelos nessa época para estimular o consumismo e as festas. Convive-se com a fantástica e ilusória sensação do belo, a partir de luzes e cores com fugacidade própria – logo após esse período vem a realidade com seus desafios. A força necessária para todos vem justamente do amor e da experiência de se encontrar com Jesus Cristo. Ora, o que define a vida e as pessoas não são as circunstâncias, nem mesmo os desafios da sociedade. Acima de tudo, o que define a autenticidade da condição humana e os rumos novos da história é o amor. E o amor torna-se realidade na experiência de se buscar Jesus Cristo. Eis o sentido da celebração do Natal, oportunidade singular e inigualável para se desenhar um horizonte diferente, conferir à vida uma orientação decisiva.
    A alegria que nasce do encontro com Jesus não é artificial, diferentemente das que são produzidas por mecanismos ilusórios, efêmeros. É a felicidade que nasce da experiência de aproximar-se da fonte inesgotável do amor de Deus, Pai misericordioso, que transforma, recria e salva. Sem esse encontro, não há como passar da morte para a vida, da tristeza para a alegria, do absurdo para o sentido profundo da existência, do desalento para a esperança. Não aproximar-se do Messias Salvador é perder a chance de se qualificar como ser humano e, assim, contribuir para melhorar a sociedade. Distante dessa necessária espiritualidade profunda, que deve ser experimentada na dimensão existencial – longe de misticismos ou fundamentalismos – a humanidade não avançará rumo aos avanços almejados. As estatísticas serão sempre vergonhosas, revelando que a sociedade adoece cada vez mais, convivendo com o medo e o desespero. Permanecem as dinâmicas que levam ao desrespeito, à violência e à desigualdade social.
   Sem o encontro com Cristo, que promove transformações nas pessoas, a humanidade continuará regida pela economia da exclusão, pela falta do compromisso com a solidariedade e com a busca pelo bem da coletividade. A idolatria perversa do dinheiro será sempre doença incurável e o povo permanecerá carente de governantes competentes, com sólida moral. Somente com uma profunda espiritualidade, temperando todas as práticas, será possível promover reformas fundamentadas na ética.
   O convite permanente, com força singular no tempo do advento, é fixar o olhar n’Ele, Cristo, o Messias Salvador. Conhecê-Lo, dialogar com Ele, deixar-se transformar por suas propostas e lições – os valores do Evangelho. Essa experiência espiritual qualifica a existência, as ações e escolhas do ser humano. Por isso, é hora de aceitar a proposta de se encontrar com Jesus Cristo – abertura ao advento de um novo tempo.
Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, MG
Fonte:http://noticiascatolicas.com.br/advento-um-novo-tempo.html

Evangelho (Lc 7,24-30)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

24Depois que os mensageiros de João partiram, Jesus começou a falar sobre João às multidões: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 25Que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que se vestem com roupas preciosas e vivem no luxo estão nos palácios dos reis. 26Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e alguém que é mais do que um profeta. 27É de João que está escrito: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o meu caminho diante de ti’. 28Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João. No entanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele. 29Todo o povo ouviu e até mesmo os cobradores de impostos reconheceram a justiça de Deus, e receberam o batismo de João. 30Mas os fariseus e os mestres da Lei, rejeitando o batismo de João, tornaram inútil para si mesmos o projeto de Deus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016


Evangelho (Lc 7,19-23)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, João convocou dois de seus discípulos, e mandou-os perguntar ao Senhor: És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” 20Eles foram ter com Jesus, e disseram: “João Batista nos mandou a ti para perguntar: ‘És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” 21Nessa mesma hora, Jesus curou de doenças, enfermidades e espíritos malignos a muitas pessoas, e fez muitos cegos recuperarem a vista.22Então, Jesus lhes respondeu: “Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova é anunciada aos pobres. 23É feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Afinal, o que é resiliência?


    Acredito que uma das maiores lições que aprendi nos meus últimos anos foi a tal da resiliência. A palavra pode estar na moda, mas nem de longe, é algo que se pratique com facilidade. É preciso maturidade e força de espírito para vivenciá-la na prática.
   Gosto de pensar num exemplo assim: se uma criança morre de medo de injeção, pode ser que no momento da aplicação, de medo e revolta, ela comece a chorar, gritar e a debater-se. Como o medicamento deve ser tomado, alguém irá segurar a criança até que ela esteja então medicada. Mas é claro que o choro, os gritos e o “ser segurado à força” acabam sendo muito mais traumáticos do que apenas a dor de uma agulhada.
    Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma possível dor, na crença de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas.
    Somos tão inocentes e imaturos, que durante a maior parte da vida choramos, gritamos e nos debatemos exatamente como aquela criança. E quem nos segura é a própria vida, que nos imobiliza ainda mais, quando tentamos fugir de uma determinada situação.
   Se eu me revolto em relação a minha família, a minha raiva me faz sofrer ainda mais aquilo que já me machuca. E quanto mais eu alimento este sentimento, maior ele fica. O sofrimento cresce à mesma medida em que eu vou me tornando mais dependente deste rancor.
   Se no trabalho eu não aceito como as coisas funcionam, mais elas continuarão a funcionar da maneira que me incomoda.
    Se a pessoa que eu amo me irrita de uma determinada maneira e eu não aceito esta determinada característica, cada vez mais visível este ponto se torna para mim. Quanto mais eu não gosto de uma pessoa, mais eu terei que conviver com a mesma.
    É incrível o poder da atração que a raiva e a revolta possuem. Quanto mais eu não quero uma coisa, mais esta coisa gruda em mim.
    Não é fácil aceitar todos os familiares exatamente como eles são. Nem as situações no trabalho, quando elas parecem injustas ou ruins. Ou ainda a pessoa que eu espero ter o resto da vida ao meu lado, com um defeito irritante. Ou então conviver com alguém que eu detesto. Nada disso é fácil.
    E então, como funciona a tal da resiliência nisso tudo? Aceitando tudo e a todos exatamente como eles são. Este é o primeiro e maior passo. Quando eu paro de brigar internamente, mentalmente, com aquilo que me incomoda, eu dou início a um “acalmar” dos ânimos.
    Quando eu paro de julgar os meus familiares e entendo que eles têm o direito de ser como são e me lembro de que eu também tenho defeitos, toda a raiva e revolta dá lugar a uma paz de espírito antes nunca sentida. O aceitar as diferenças inclui aquilo que me incomoda. O que difere daquilo que eu sou ou penso, visto com respeito, me torna humilde e livre, uma vez que compreendo também as minhas imperfeições.
    Somos todos iguais, seres errantes, aprendendo uma lição por dia, na dor que a vida nos impõe. E nas poucas alegrias que ela verdadeiramente oferece. Se no trabalho alguém me incomoda ou algo me perturba, entendo que de alguma maneira irei crescer com aquilo. Seja no dom da paciência e da tolerância, ou no me sobressair com calma e autocontrole. É mais do que talento o ser que se autodomina. É a liderança de si mesmo num mundo onde tantos ainda acreditam que ser forte é questão de autoridade em relação aos outros.
   Aceitação é a palavra chave para uma vida menos sofrida. Porque quando um sofrimento chega, o me debater apenas prolonga e intensifica a dor. Quando eu aceito, permito que a dor chegue, observo, analiso e aprendo algo com ela. Desta forma, assim como a injeção da pequena criança pode se tornar um drama ou uma leve picada, nossas vidas podem se tornar mais fáceis, se eu aceito o que a vida me impõe.
   Nada vem sem alguma lição. E quanto mais eu aceito o que chega, mas rápido também se vai. Resiliência não é um ato e nem um momento. Resiliência é prática, e constante. Aprendizado que nos ilumina por dentro. E depois por fora.
Por Obvious via Aleteia
Fonte:http://noticiascatolicas.com.br/afinal-o-que-e-resiliencia.html

Evangelho (Mt 21,28-32)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor. 
Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016



Evangelho (Lc 1,39-47)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
39Naqueles dias Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

— Palavra da Salvação.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

7 meios espirituais para aproveitar ao máximo o Advento


    O sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Florian Kolfhaus, compartilha 7 meios espirituais para todos os católicos que quiserem se preparar de uma maneira especial para receber Cristo no Natal.
 A seguir, confira os 7 meios descritos em sua coluna publicada originalmente em CNA Deutsche:
1. Jejuar no Advento
Mesmo se as quatro semanas anteriores ao Natal têm um caráter “mais alegre” do que a penitência prévia à Páscoa, devemos esperar o aniversário de Jesus para celebrar a ceia de Natal.
Não é apenas um sacrifício que tem um valor espiritual, mas um sacrifício que nos ajuda na expectativa para o Natal.
2. Levantar-se 10 minutos mais cedo
Não é fácil levantar-se cedo de manhã, mas um pouco mais de tempo cada dia nos dá a oportunidade de começar bem o dia com Deus: uma oração pessoal de manhã, uma breve leitura das Escrituras, a oração do Rosário, etc.
São Josemaría Escrivá diz que o momento de se levantar é o “minuto heroico”, o qual decide sobre todo o dia.
A Bíblia nos diz que São José costumava se levantar rapidamente de um sonho e, sem dúvida, é um bom defensor daqueles que não podem deixar de lado a comodidade.
3. Dar presentes de coração
Todos os dias podemos dar um pequeno presente, carta ou imagem. Eu sempre me pergunto por que não alegrar alguém em cada dia de Advento?
É bom ter um plano prévio: dar de presente possivelmente uma fotografia preta e branca para um familiar, brinquedos dos meus filhos para um sobrinho, os casacos para um orfanato ou fazer biscoitos para uma casa de idosos.
4. Ter um tempo de silêncio todos os dias
Todos os dias de Advento, devemos contar com uma hora de silêncio. Nem rádio, nem telefone, nem televisão, nem música de fundo, mas aproveitar o tempo para os momentos de oração e reflexão. E se sentirmos agitação ou preocupações, devemos encaminhá-las para deixar que o Messias entre no coração. A paz externa e o silêncio interior quase limpam automaticamente a alma.
5. Visitar Jesus
O Natal não é do Papai Noel, mas do pequeno menino no presépio. Aqui é o Filho de Deus que nos alimenta verdadeiramente, tão pequeno e que despretensioso está presente em todos os tabernáculos.
O Natal é a celebração do “pão vivo” que desceu do céu como nosso alimento. Belém significa “casa do pão”.
Todos os dias podemos visitar a igreja, embora seja apenas por alguns minutos. Participar da Missa é uma maneira de devoção.
6. Confessar-se
Jesus nasce em um estábulo, na pobreza e na simplicidade, longe do barulho dos albergues. Entretanto, São José certamente teve que remover as teias de aranha e a sujeira ao redor; enquanto Nossa Senhora arrumou a roupa de cama limpa para preparar um bom lugar para o recém-nascido. Acima de tudo, tinham um coração cheio de amor puro.
Sem confissão não há um bom Natal para os católicos. A palha velha ou podre deve ser varrida do coração; outras vezes limpar o pó é suficiente, mas Jesus sempre quer encontrar uma morada onde possa repousar.
7. Devoção a Maria
Sem Maria não existiria Jesus. Sem Maria não poderíamos celebrar o Natal, porque o Filho de Deus não se tornaria homem. Portanto, o caminho à Belém é o da mãe de Jesus, que também é o nosso caminho.
Todos os dias, deve-se rezar o Rosário. Devemos rezar à Virgem Maria todos os dias do Advento para receber Jesus e não só na véspera de Natal.
Também devemos rezar pela maternidade de todas as mulheres que esperam ou perderam um filho nesses dias.
É necessário nos dirigirmos à nossa Mãe, pedir-lhe a sua intercessão em nossas necessidades, para agradecer-lhe pelo seu sim em Nazaré, pelo cuidado e pela criação de Jesus, pela sua ajuda maternal a Ele e a nós, por sua lealdade na Cruz.
Podemos lhe dar flores, uma oração especial ou uma pequena peregrinação a uma igreja. Também podemos lhe dar uma nova alegria todos os dias, possivelmente reconciliando-nos com velhos inimigos, renunciado nossos maus hábitos ou oferecendo as dificuldades que temos em nosso trabalho.
Por que fazemos tudo isto? Somente para fazê-la feliz. A fim de dar algo em troca do melhor presente de todos: Jesus!
Por ACI Digital
Fonte: http://noticiascatolicas.com.br/7-meios-espirituais-para-aproveitar-ao-maximo-o-advento.html